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Runnin’ Just in Case

*trilha sonora ao fim do texto

O sol de meio-dia brilhava no alto do límpido céu de começo de outono quando Luciano cruzou os limites de La Hermosa. O requinte de ter nome da propriedade rebuscadamente entalhado em madeira nobre junto da porteira principal condizia com os enormes campos que por minutos estenderam-se e, até onde alcançavam os olhos, estendiam-se nas laterais da estrada de terra. Uma enorme propriedade produtiva… Octavio não exagerou na descrição… Absolutamente fascinante… La Hermosa, contudo, não era seu destino, mas apenas uma parada obrigatória. Em pensar que tudo isso e também Montes Claros são administrados por uma só mulher… Não me surpreende que ela precise de ajuda, mas sim que por tanto tempo tenha-se mantido praticamente sozinha e com sucesso diante essa vastidão…

Luciano abriu sua janela e apoiou o cotovelo para fora da janela. Fez menção de levantar os óculos escuros para enxergar os reais tons que o cercavam, mas a claridade ofuscava-lhe a visão. Os muros que delimitavam as dependências da casa grande já lhe eram visíveis e aproximavam-se rapidamente. E quando já estava próximo o bastante, os portões abriram-se como se de sobreaviso já estivessem. No pátio rodeado por flores e folhagens ainda bastante vistosos, estacionou. Com a camisa azul marinho rigorosamente para dentro da calça preta e com as mangas dobradas ate os cotovelos, desceu do Land Rover verde escuro metálico. Respirou fundo e pendurou os óculos escuros junto do abotoamento da camisa.

– Bem-vindo a La Hermosa, Luciano Guillén! – anunciou para si próprio, rindo, notando não haver ninguém no pátio.

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Resenha: Storyteller

No dia 02/11 aconteceu a 50ª edição do CMA Awards, uma das mais importantes premiações da música country. Para a apresentação do evento, dois dos maiores premiados pelo CMA Awards nos últimos anos, Brad Paisley e Carrie Underwood. E isso me fez lembrar que já faz muito tempo que estou para resenhar o mais recente álbum da minha querida Carrie: Storyteller, de 2015, que vocês podem ouvir na íntegra no Spotify!

Primeiro álbum da cantora natural de Oklahoma após o nascimento de seu primeiro filho, Storyteller é seu 5º trabalho com músicas inéditas (em 2014, enquanto grávida, Carrie lançou um Greatest Hits). Tendo estreado em 2º na Billboard 200, Storyteller, mais ainda que os álbuns anteriores da artista, é um álbum extremamente narrativo. Cada canção traz-nos um personagem e um enredo peculiar, sendo estes sobre vida, morte, traição, amor e diversos sentimentos.

Começando pelo encarte, este conta com fotos de Randee St Nicholas e um estilo de livro envelhecido, predominando os tons terrosos, sobretudo vermelho e sépia. Não gosto muito de como os efeitos foram usados em algumas fotos, transmitindo a ideia de iluminação excessiva, tal como nas fotos de “Glory”, trabalho mais recente de Britney Spears e que também conta com fotos por St. Nicholas. Apesar disso, gosto bastante do estilo peculiar do encarte, que combina perfeitamente com as músicas e com a pretensão do álbum de contar histórias. Como não tenho o CD original (não consigo encontrá-los para vender aqui no Brasil), deixo as fotos que encontrei no Encartes Pop.

Clique para ampliar.

01. Renegade Runaway: O álbum é introduzido com uma melodia que parece pano de fundo a uma perseguição e eis que surge a poderosa voz de Carrie em tom misterioso e enérgico, o que tem tudo a ver com a letra da música. Uma canção no melhor estilo western e uma excelente narrativa para abrir o trabalho.

02. Dirty Laundry: Traição é o tema aqui. Em mais um enérgico enredo, Carrie nos apresenta a uma protagonista traída e vingativa, ávida por expor toda a canalhice daquele que considerava seu amor. Gosto especialmente das melodias utilizadas no refrão, bastante contrastantes entre si.

03. Church Bells: Fortes acordes de banjo e guitarra, mistério e, desta vez, violência. Jenny era uma garota bela e selvagem que deu a sorte grande e conquistou um milionário, mas eis que ele se revelou muito distinto do que indicava sua aparência, ele era um violento alcoólatra. O desfecho desse enredo, que sem dúvida é o mais elaborado de todo o álbum e já até me inspirou uma crônica, segue a mesma linha da trama da igualmente excelente “Two Black Cadillacs”, terceiro single de Blown Away, o quarto álbum de Carrie. A única decepção a respeito de Church Bells é que a música não ganhou um clipe que honrasse sua narrativa, mas sim um que compilava trechos da Storyteller Tour…

04. Heartbeat: Enfim o amor! Segundo a própria cantora, essa música é uma referência a relação que ela mantém com seu marido, o jogador de hockey Mike Fisher, e também uma declaração de amor. Segundo single do álbum, Heartbeat conta com um dos clipes mais belos e simples de toda a carreira da cantora e, sem dúvidas, é uma de suas melhores canções de amor até aqui.

 05. Smoke Break: Primeiro single de Storyteller, Smoke Break foi o retorno triunfal (e em plena forma) de Carrie à música após o nascimento de seu primeiro filho. Uma canção com a qual quase todos nós nos identificamos; uma canção sobre a eventual necessidade que temos de fazer uma pausa, relaxar, limpar a mente e organizar os pensamentos. Gosto especialmente do instrumental tipicamente country que antecede o final da canção, que, sem dúvidas, é mais uma das grandes de Carrie.

06. Choctaw County Affair: Impossível não notar a gaita logo na introdução. Uma música com melodia bastante rústica e uma história que Carrie descreve como uma espécie de Bonnie & Clyde do condado de Choctaw. Mais uma morte misteriosa, um julgamento e enfim uma condenação.

07. Like I’ll Never Love You Again: Eu disse que Heartbeat era uma das melhores músicas de amor da carreira de Carrie, mas eu gosto ainda mais de LINLYA. Embora com uma melodia mais delicada, suave, a letra é mais sentimental e tocante, bem como o arranjo melódico e não é corriqueiro e me lembra um pouco “Malía“, faixa que Sandy & Junior gravaram em 1999 para a trilha sonora de Terra Nostra.

08. Chaser: Melodia country pop e uma letra sobre gostar de alguém e estar farta de estar com este alguém pois este parece preferir estar com outra pessoa. Uma excelente música, porém nem de longe uma das melhores desse grande álbum.

09. Relapse: Mais uma faixa enérgica e eis minha introdução favorita. Relapse é sobre lutar contra os próprios sentimentos, sobre estar ao mesmo tempo confusa e decidida. Talvez essa seja a canção mais poderosa, mais intensa do trabalho, tanto na melodia como na letra e na maneira como Carrie a entoa. Sem dúvidas, merece ser um single caso mais singles sejam extraídos de Storyteller.

10. Clock Don’t Stop: Clock Don’t Stop é a música mais monótona presente em Storyteller. Refrão repetitivo, ritmo pouco atraente e vocais menos impressionantes que nas demais faixas do álbum, além de uma narrativa bastante fraca.

11. The Girl You Think I Am: Composta por Carrie juntamente com Hillary Lindsey e David Hodges, TGYTIA é basicamente uma canção de filha para pai, onde uma filha descreve sua relação e adoração pelo pai e o quanto ela gostaria de ser tão perfeita quanto julga seu pai. Quanto à mensagem, a música é para este álbum o que “Mama’s Song” representou para “Play On”, o terceiro álbum da cantora, lançado em 2009.

12. Mexico: e 2015.Mistério, perseguição e fuga fazendo-se outra vez presentes. Poderia ser uma continuação de Renegade Runaway ou mesmo de Choctaw County Affair, mas não creio que seja o caso… Infelizmente.

13. What I Never Knew I Always Wanted: e 2015.Última faixa do álbum e mais uma das poucas compostas pela própria Carrie, WINKIAW talvez seja a canção mais pessoal presente no trabalho, tendo sido composta pouco depois de a cantora ter descoberto estar grávida. Na música Carrie canta sobre como acabou com um príncipe encantado embora nunca tenha sonhado com um e sobre como adora a maternidade mesmo sem até descobri-la nunca ter-se flagrado ansiosa por vivê-la. Uma maneira bastante tranquila e emotiva de encerrar um álbum tão poderoso e enérgico.

Favoritas: Church Bells, Heartbeat, Relapse, Like I’ll Never Love You Again, Renegade Runaway

Enche linguiça: Clock Don’t Stop

Storyteller é um dos melhores álbuns de Carrie Underwood, embora sejam todos maravilhosos em todos os aspectos possíveis, exceto, é claro, se você não aprecia música country. Quinto trabalho de Carrie, é até curioso como ela ainda consegue surpreender seu público em termos vocais como faz em muitas das músicas de Storyteller, o que, certamente só confirma que ela é uma das grandes vozes de sua geração. 10/10 para um dos meus álbums favoritos de 2015.

Thais Gualberto

PS: Se o blog parecer estranho nos próximos dias é porque estou tratando de providenciar o domínio e a hospedagem. Mudanças em breve por aqui!!🙂

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Jenna Coleman as Queen Victoria
'Victoria' TV show - 2016

Eu assisti: Victoria

Estou em um momento em que as séries de época são as que mais me atraem, tendo tudo começado ano passado, quando assisti 5 temporadas da maravilhosa, divina e incrível Downton Abbey (<3). Como ainda não assisti a sexta e última temporada desta, fiquei um bom tempo sem assistir nenhuma série (como assim?) até que há duas semanas descobri mais uma série histórica britânica maravilhosa, divina e incrível produzida pelo canal ITV: Victoria.

E, de repente, você, aos dezoito anos, acorda rainha da Inglaterra...

E, de repente, você, aos dezoito anos, acorda rainha da Inglaterra…

... e proíbe sua mãe, alemã, de falar em alemão com você...

… e proíbe sua mãe, alemã, de falar em alemão com você…

Com um total de 8 episódios de cerca de 50 minutos cada e protagonizada por Jenna Coleman (Rainha Victoria) e Tom Hughes (Príncipe Albert), Victoria narra com graça e intensidade a acensão de Victoria ao trono britânico em 1837 e seus primeiros anos como rainha. A dificuldade no relacionamento com a mãe, a Duquesa de Kent, muito devido ao poder que o mordomo John Conroy exercia sobre a duquesa; as tramas ardilosas do Duque de Cumberland para minar o reinado da sobrinha; o grande afeto de Victoria pelo então Primeiro Ministro, o whig Lorde Melbourne; o casamento com o Albert of Saxe-Coburg and Gotha; a relação inicialmente conturbada com o parlamento e com o seguinte Primeiro Ministro, o tory Sir Robert Peel; a gravidez e a nomeação de Albert como regente em caso de morte da rainha durante o parto; o atentado contra a rainha; o nascimento da primogênita da rainha – todos fatos verídicos explorados e, claro, algo romanceados brilhantemente na série.

... e a coroa é pesada...

… e a coroa é pesada…

...para uma garota pequena...

…para uma garota pequena…

...que não hesitou em se empenhar para ser uma grande rainha...

…mas Victoria não hesitou em se empenhar para ser uma grande rainha…

... e não estava disposta a se dobrar a qualquer primeiro ministro...

… e não estava disposta a se dobrar a qualquer primeiro ministro…

... que não fosse seu querido Lorde Melbourne.

… que não fosse seu querido Lorde Melbourne…

...e sempre decidia por si mesma o que lhe seria melhor.

…e sempre decidia por si mesma o que lhe seria melhor.

Um dos detalhes, a propósito, que mais me chama a atenção na produção britânica é a preocupação com o figurino, a riqueza de ornamentos, a precisão histórica da indumentária das personagens. É impossível não se pegar deslumbrada com os tafetás, bordados, rendas e babados dos vestidos ou com as joias reais e com a maestria demonstrada na execução dos penteados das personagens, geralmente bem elaboradas tranças, cachos ou um misto de ambos. A ambientação de cenas internas também é belíssima, porém, quando se trata de grandes multidões à distância, tenho a impressão de que usam algum efeito meio tosco, como uma espécie de pintura encaixada à janela ou às varandas… É algo perceptível apenas quando se assiste, difícil de descrever em palavras… E acho lindo como a rainha frequentemente aparece andando a cavalo no side saddle, a sela para se montar de lado que as mulheres usavam até meados dos anos 1920 para montar de saias sem perder a compostura.

From ITV VICTORIA  Episode Three Pictured: JENNA COLEMAN as Victoria This photograph is (C) ITV Plc and can only be reproduced for editorial purposes directly in connection with the programme or event mentioned above. Once made available by ITV plc Picture Desk, this photograph can be reproduced once only up until the transmission [TX] date and no reproduction fee will be charged. Any subsequent usage may incur a fee. This photograph must not be manipulated [excluding basic cropping] in a manner which alters the visual appearance of the person photographed deemed detrimental or inappropriate by ITV plc Picture Desk.  This photograph must not be syndicated to any other company, publication or website, or permanently archived, without the express written permission of ITV Plc Picture Desk. Full Terms and conditions are available on the website www.itvpictures.com For further information please contact: Patrick.smith@itv.com 0207 1573044

This photograph is (C) ITV Plc and can only be reproduced for editorial purposes directly in connection with the programme or event mentioned above.

E uma coisa fofa é que, atualmente, Jenna Coleman e Tom Hughes estão namorando na vida real, o que faz deles um casal mais que adequado para ser shippado! ❤ HAHAHA A química entre os atores é inegável e a atuação deles é irrepreensível, sobretudo a de Coleman, que consegue imprimir olhares simultaneamente doces e fortes ao viver a grandiosa monarca.

O casamento real <3

O casamento real❤

O que mais me encanta na série, contudo, é ver retratada uma época já tão distante mas tão fundamental para a história mundial. Victoria foi uma das rainhas a reinar por mais tempo (perdeu o posto recentemente para sua tetraneta, Elizabeth II) e em seu reinado o mundo experimentou um crescimento como jamais testemunhado até então. Foi a época da segunda revolução industrial, das máquinas a vapor, da expansão do comércio e dos domínios da Inglaterra. Ainda que a série não seja historicamente precisa em todos os detalhes de como se interrelacionam os personagens principais, não flagrei nenhum erro histórico até aqui e pelo que conheço a respeito do período. Gosto muito, aliás, de como criaram uma Victoria decidida, com uma personalidade forte, embora eu não possa afirmar se a verdadeira rainha era de fato assim, e apaixonada por sua nação, o que é indispensável a um grande monarca.

Para quem tiver o interesse, segue o trailer oficial da série com legendas não oficiais para o português. Eu recomendo FORTEMENTE a trama, que graças a Deus (e à ITV) voltará as telas em 2017 com sua segunda temporada!❤❤❤ Não vejo a hora!!

Thaís Gualberto

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TAG: Vai um Café?

Há cerca de um ano (na verdade foi em outubro, mas eu estava sem computador) eu fui convidada pela queridíssima Beatriz Aguiar, do Blog Since85, para fazer parte do projeto “Vai Um Café?”, um grupo no facebook para reunir blogueiros que realizam bons trabalhos em suas páginas e gostariam de se aproximar entre si. Pois bem. Um ano se passou e, entre alguns embates calorosos, risos, lágrimas, aniversários e, principalmente, amizades (<3) o grupo segue firme e forte e celebrando o primeiro ano de existência (e união de pessoas maravilhosas)  com a TAG que hoje (ENFIM!!!!!) responderei…

É assim que me sinto lendo os blogs do grupo <3

É assim que me sinto lendo os blogs do grupo❤

1. Com qual membro eu me identifiquei de cara?

Bianca Carvalho, do Digavando! Apaixonada por música, por livros e por escrever (<3) e super hiper mega fã da Sophie Kinsella, da diva Becky e de Tess Gerritsen e que escreve resenhas maravilhosas (que amo mesmo quando se referem a livros que não fazem o meu estilo) e que escreve MUITO BEM em geral. Mas falando um pouco mais, dona Bianca foi a primeira pessoa a acompanhar a sério meu blog, quando eu ainda escrevia apenas crônicas nele, e ela sempre se mostrou uma super entusiasta dos meus textos (entusiasmo até então manifestado apenas por meus amigos mais próximos). Na verdade, ela chegou ao meu blog antes de eu chegar ao dela (quando eu não tinha nem dois acessos por dia em média) e foi por meio dela que eu conheci a Bia, então, MUITO OBRIGADA, DONA BIANCA!!!!!

2. Quem é o engraçado (de boas) e o mais bravo do grupo?

Eu considero a Lari Reis, do Yellow Ever Shine, super de boas. Gosto muito de debater música com ela, de conhecer novas músicas e cantores por ela, enfim… Fora que ela é a linda dos aniversários lá no grupo e é sempre super atenciosa e fofa! E Bia (Since85), eu te acho brava, mas em um bom sentido e com o qual me identifico muito: você é determinada e briga pelo que considera correto, bem como não omite sua opinião só para agradar e eu admiro isso demais!

3. O que o projeto representa hoje para mim?

Um lugar onde conheço novas pessoas, maneiras distintas de se expressar, músicas diferentes. Um lugar em que faço amigos e com pessoas que fazem com que eu me sinta lida🙂

4. Um amigão(ona) que encontrei no Projeto?

Posso citar mais de um? Em ordem alfabética, para não ser injusta! Bia (Since85), Bianca  (Digavando), Lari (Yellow Ever Shine), Natália (onlysecretdreams), Sílvia (Reflexões e Angústias).

5. E o que aprendi de importante por meio do projeto?

Vi que existem pessoas fantásticas, que se doam e fazem muito pelos outros. A gente costuma escutar muito sobre pessoas mesquinhas e egoístas; mas o mundo tem muita gente disposta a dedicar uma parte do seu tempo para dar uma opinião ou uma dica, para deixar uma palavra amiga ou apenas mostrar que não se está só.

6. Quem dele me ensinou alguma coisa que vou levar para sempre comigo?

A Bruna (Divergências Vitais), que é super nova mas já tem uma experiência incrível e sempre narra com muita sensibilidade a vida fora de casa; e a Sílvia (Reflexões e Angústias), que sempre promove reflexões profundas, demonstrando uma sensibilidade incrível para os fatos da vida, e ainda presta serviço de utilidade pública ao esmiuçar questões concernentes à medicina.

7. Qual o blog eu “roubaria” para mim?

Dani que Disse! Amo design, conteúdo e a maneira como a Dani se relaciona com seus leitores.

8. De quem eu não sou muito próximo mas gostaria de conhecer melhor?

Vanessa (Amor, Vida e Fé), Vera (Extraordinariando), Henrique (Iletrando) e Isabella Cas, pois elas são incríveis e quero muito conseguir acompanhar melhor o trabalho delas em seus respectivos blogs.

9. Escolher 2 integrantes para dizer qual foi a primeira impressão e se estava certa.

Até aqui, minhas primeiras impressões sobre todas de quem me aproximei foram positivas e confirmaram-se🙂

10. Com quem do grupo eu já tive a oportunidade de conversar pessoalmente?

Infelizmente, com ninguém… Mas quem sabe um dia me esbarre por aí com a Dani e com a Priscila (Carioca do Interior), que também são do Rio? Ou com quem der uma passadinha por aqui hehe

11. Como eu falaria do projeto para alguém?

Falaria sobre o projeto como ele de fato é para mim: um lugar em que conheci pessoas incríveis que produzem um conteúdo apaixonante e que amam compartilhar ideias, gostos e sentimentos independentemente de quantas sejam as pessoas dispostas a dedicar uns minutinhos de seus dias a acompanhá-las.

Bem, essas são as minhas respostas e espero que apreciem! Parabéns a todos nós por um ano de grupo!!!

The Bonnie Marcus Collection by American Greetings. (PRNewsFoto/American Greetings Corporation)

The Bonnie Marcus Collection by American Greetings. (PRNewsFoto/American Greetings Corporation)

Thaís Gualberto

tgott

Resenha: A Garota no Trem

Todas as manhãs, Rachel embarca no trem das 8h04min rumo a Londres. Durante a rotineira viagem, Rachel sempre presta muita atenção em seu trajeto, sobretudo no trecho em que todos os dias acompanhava um pouquinho da vida de um belo casal que batizara de Jess e Jason. Um dia, contudo, uma estranha cena chama a atenção de Rachel e, poucos dias depois do episódio, Rachel descobre que Jess, que na realidade chama-se Megan, está desaparecida. Estou falando de A Garota no Trem, de Paula Hawkins, livro que em breve estreará nos cinemas com Emily Blunt como Rachel.

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Editora: Record
Páginas: 375
Onde encontrar: Saraiva (está na promoção!)

A característica peculiar mais imediatamente notável da narrativa é o enredo não linear, que alterna tanto passado com presente; a segunda, o fato de que todos os personagens, de alguma maneira e por distintos motivos, são psiquiatricamente perturbados e de um modo bastante veemente. E aí está a “graça” do livro: a vida conturbada dos personagens contribui fortemente para o suspense que permeia toda a obra, bem como a maneira engenhosa como os fatos desenrolam-se de maneira a que saibamos as motivações por trás dos tormentos de cada personagem. E, obviamente, Rachel (e seus próprios medos e dramas) descobre-se uma peça fundamental para a resolução desse intricado quebra-cabeças que une todos os personagens da trama.

Tratando-se de um bem elaborado thriller psicológico, muitos comparam a obra de Hawkins a “Garota Exemplar”, de Gillian Flynn, que eu já resenhei por aqui. Particularmente, não penso assim. Na obra de Flynn temos uma personagem cujo transtorno nitidamente é a sociopatia, o que não conseguimos afirmar antes do último quarto de A Garota no Trem. E enquanto o mistério e a tensão para mim permanecem até a última linha de Garota Exemplar, o mesmo não se dá no best seller de Hawkins. Antes da metade do livro comecei a suspeitar daquilo que se revelou como o desfecho da história. Assim, eu diria que a sensação de apreensão foi bem maior lendo Garota Exemplar que lendo A Garota no Trem, cuja protagonista, na maior parte do tempo, aborrecia-me profundamente por sua fraqueza diante todo e qualquer problema.

A verdade é que embora o livro seja fantástico, todas as personagens irritaram-me profundamente. Ainda que todas tenham sido brilhantemente construídas e com seus dramas bem delineados, explorados e explicados, sinto-me desconfortável diante tantos personagens psicologicamente fracos em um só livro. Entendo perfeitamente que isso é parte fundamental do livro, afinal, é a perturbação constante de cada personagem que nos faz desconfiar de todos e de ninguém ao mesmo tempo, porém não consigo não ficar aflita diante uma densidade demográfica tão elevada no que diz respeito à perturbação mental. Mais que isso: nunca tinha lido um livro em que todos os personagens fossem tão severamente perturbados.

Particularmente, considero A Garota no Trem uma excelente e altamente recomendável leitura para os que amamos o suspense, visto que conseguiu prender minha atenção desde as primeiras páginas e manteve-me atenta e voraz na leitura até o fim (que eu consegui antever com enorme antecedência). Por outro lado, as perturbações de Rachel e Megan (sobretudo a de Rachel) deixam-me profundamente irritada, embora seja bastante interessante o exercício de tentar desvender as causas de seus dramas antes que estas nos sejam reveladas no decorrer da obra, de modo que avalio o romance como um 9.5/10. Ainda não assisti o filme, mas acredito que será bastante interessante, pois nesse tipo de história as imagens ajudam muito a intensificar a tensão que permeia todo o enredo. A propósito, eu gostaria muito de falar mais sobre o livro, mas como temo revelar spoilers para quem não o leu/assistiu, vou parar por aqui…

Thaís Gualberto