Too Much To Ask

Como dizer um tão inesperado adeus? Não pude. Eu não queria chorar, eu não iria chorar. Não diante de você, não naquele momento. Eu não queria que a minha fraqueza intensificasse a sua dor, eu não deixaria a minha fraqueza derrubar o que restava de suas forças. Eu não poderia, eu não seria capaz.

E foi por isso que eu praticamente nada disse além de um tímido tchau, foi por isso que eu mal me despedi. Não queria que notasse tão de perto minhas emoções, não queria que me visse desabar como eu certamente desabaria se de você me aproximasse. Eu simplesmente não queria demonstrar aquele velho sentimento que eu já havia superado mas que teria aflorado ainda que por um instante se eu houvesse ousado.

Porque eu jamais esquecerei a admiração inicial. Porque eu sempre levarei comigo a sua recepção calorosa no primeiro dia, o modo como sempre demonstrava preocupar-se comigo, todas as gentilezas. Não, atitudes tão corteses não se esquecem, admiram-se e cativam-nos como você cativou a mim. E, por um momento, diante tamanha lisonja, deixe-me ser levada por minha imaginação, criei expectativas… E pensei… Pensei que você me olhava com outros olhos. Pensei estar-me apaixonando.

Mas nossas escassas palavras um para o outro jamais me permitiram constatar aquilo, bem como sua partida tão abrupta tampouco. Por que trazer esses sentimentos à tona? Não quis. Ainda assim, dói o que não foi dito e agora já não será, pois distante estaremos. Para sempre, talvez. Não sei, não sabemos.

Boa sorte. Adeus…

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