Resenha: The Breaker

Em 24 de fevereiro de 2017 (meu aniversário) o quarteto americano Little Big Town lançou o seu oitavo trabalho de estúdio, The Breaker, que marca o retorno da banda ao country após uma aventura produzida por Pharrell Williams e lançada como o EP Wanderlust em 2016. Como primeiro álbum em que me viciei em 2017, não poderia deixar de comentá-lo aqui. Para quem quiser ouvir o álbum na íntegra enquanto lê a resenha, basta clicar na imagem abaixo.

Little Big Town - The Breaker

Little Big Town – The Breaker

Happy People: Um início tranquilamente alegre e cativante em sua delicadeza. Impossível não apreciar a maneira como as vozes harmonizam no refrão. No começo de fevereiro, a música começou a ser divulgada como promocional e acredito que ainda será lançada como single oficial. Em termos de ritmo lembra um pouco “Pain Killer“, último single do álbum homônimo de 2014 do quarteto.

Night on Our Side: Com uma atmosfera “na estrada rumo à Califórnia” e ritmo enérgico, NOOS contagia desde as primeiras notas. Sua melodia lembra ligeiramente a música “Slummin’ on Paradise“, da cantora Mandy Moore, mas é bem mais empolgante, viciante e com um arranjo mais elaborado. Minha favorita para se tornar o próximo single da banda.

Lost in California: E não é que estavam indo em direção à California? Sucessão perfeita de faixas, sem dúvidas. Eis a faixa mais sensual do álbum tanto em letra (“Whisper in my ear, dreamin’ disappear, say you’ll take me”) como em melodia. Embora tranquila, prende a atenção dos ouvidos com o excelente arranjo com ares praianos e hipnóticos e com a harmonização de vozes no refrão, com destaque para os vocais principais de Karen Fairchild. Atenção para o misterioso arranjo que vai crescendo ao final da música, incialmente em meio a sussurros e, por fim, agudo e solo.

Free: Uma música sobre como os maiores prazeres da vida são coisas simples e gratuitas. Uma canção positiva, mais uma faixa com arranjo ligeiramente praiano (bem mais sutil que os das faixas anteriores). Agradável aos ouvidos, embora não seja um ponto mediano no álbum.

Drivin’ Around: Nesse ponto do álbum já não há dúvida quanto ao clima na estrada, férias, praia, diversão. Drivin’ Around não é um destaque do álbum, mas tem um pouquinho mais de rock que as faixas que a antecedem, sendo bastante animada e livre.

We Went to the Beach: Dirigiram por aí e acabaram de fato chegando à praia, enfim! Primeira faixa em que predominam vocais masculinos. Melodia delicada ao longo da maior parte da música, ficando mais forte conforme aproxima-se do clímax e do fim. Uma música fofinha, sobre memórias e amores vividos na praia.

Better Man: Primeiro single do álbum, foi lançado ainda em 2016 e é uma composição de Taylor Swift, que quis presentear a banda com a canção por acreditar que esta exigia o tipo de harmonização vocal que o Little Big Town é especialista em fazer. Muitos dizem que Taylor teria escrito a música pensando em Calvin Harris, com quem namorou por pouco mais de um ano e terminou de maneira abrupta. Clipe com belos campos, cavalos e vestidos; letra grudenta; vocais incríveis de Karen Fairchild; melodia linda. Sem dúvidas uma acertada escolha para iniciar a nova era da banda. “Sometimes, in the middle of the night, I can feel you again, but I just miss you, and I just wish you were a better man…”

Rollin’: Faixa mais rock do álbum, conta com vocal predominantemente masculino e contagia com sua energia e vibe de diversão ilimitada. Sua melodia, em alguns momentos, lembra-me de “Proud Mary“, de Tina Turner.

Don’t Die Young, Don’t Get Old: Música morna. Lembra-me de alguma coisa pop que escutei há algum tempo, mas não consigo lembrar o quê. Embora seja coerente com a atmosfera carpe diem que predomina no álbum, soa-me mais com um mero filler.

Beat Up Bible: Mais uma música sobre memórias que nos são caras, sobre o lar e sobre a fé na palavra Dele. Aliás, esse toque gospel é bastante comum na música country, o que acho bastante interessante.

When Someone Stops Loving You: Eis mais uma música que anseio ver como single e na qual acredito no pontencial como single, embora a banda normalmente não lance como singles canções em que predominam vocais masculinos. Uma bela e melancólica canção de amor não mais correspondido.

The Breaker: Faixa título do álbum, “The Breaker” encerra o trabalho com bastante dignidade e em uma progressão natural após WSSLY, tanto em termos melódicos como líricos, encerrando melancolicamente o álbum que começou tão alegre e divertido. Não sei se os vocais principais aqui são do Jimi Westbrook ou do Phillip Sweet, mas o timbre é bastante parecido com o do Charles Kelley, vocalista do trio Lady Antebellum.

The Breaker é um trabalho bastante coeso e com grandes músicas, tanto enérgicas como melancólicas, porém carece de faixas com a força de canções presentes em álbuns anteriores, como a excelente “Tornado“, do álbum homônimo. Ainda assim, o álbum conquistou meu coração com sua atmosfera predominantemente tranquila e belas canções, merecendo, até aqui, o título de meu lançamento favorito de 2017. É um 9/10, pois poderia ser mais longo haha

Favoritas: Night on Our Side, Lost in California, Better Man, When Someone Stops Loving You.

Enche lingüiça: We Went to the Beach; Don’t Die Young, Don’t Get Old

Thaís Gualberto

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RIP George Michael

Hoje eu tinha planejado escrever e publicar o post com tema coletivo do Vai um Café, sobre luzes e cores de Natal. Apesar de hoje já ser dia 25/12, adiarei o post. Foi anunciada há poucas horas a morte do cantor e compositor George Michael, cujas músicas aprendi a amar com meus pais e admiro desde a infância.

2016 foi um terrível ano para música mundial. David Bowie, Prince, Leonard Cohen e, agora, George Michael, aos 53 anos, o mais jovem entre os citados. Admito, porém, que a morte do último foi a única a me “abalar” de fato, pois era o único cujo trabalho eu conhecia e admirava. E ainda admiro. Como bem disse Fraser Nelson em artigo para a revista britânica The Spectator [George Michael foi] “uma das mais brilhantes e deslumbrantemente produtivas mentes musicais britânicas da história recente, parecendo nunca se cansar ou perder a genialidade”.

Ainda não foi divulgada a causa da morte, mas é conhecido o fato de que, nos últimos anos, o cantor enfrentou uma série de problemas cardíacos e respiratórios, bem como no passado teve problemas com o uso de drogas. Independentemente da causa, que triste ver um dos maiores músicos de todos os tempos partir tão cedo. Que Deus conforte sua família e que ele descanse em paz.

Para celebrar a grande contribuição do cantor para a música nas últimas três décadas, deixo algumas de minhas favoritas.

WAKE ME UP (BEFORE YOU GO-GO)
Enérgica, colorida e extremamente anos 80, tanto na estética do vídeo como na própria melodia, “Wake Me Up…” foi um dos primeiros sucessos do duo “Wham!”, do qual George Michael sempre foi o integrante de maior destaque. O figurino é ridículo, mas como ele dançava!!!

ONE MORE TRY
Uma história de amor proibido, uma mostra de como George Michael saía-se bem tanto em canções animadas como em dolorosas baladas. E como o videoclipe condiz com a veemente tristeza e com a força do eu-lírico da canção! Em 2014 a canção ganhou uma excelente versão de Mariah Carey, em seu álbum “Me. I am Mariah… The Elusive Chanteuse”.

DON’T LET THE SUN GO DOWN ON ME [feat. Elton John]
Não há muito o que dizer, apenas que ouvir. Elton John e George Michael em épica apresentação no LiveAid.

KISSING A FOOL
Nunca me esquecerei de que essa era música que tocava quando meu dentista começou a me anestesiar para extrair dois dos meus sisos. Esse fato, contudo, não alterou minha relação com a música, que sempre amei por seu clima introspectivo, vocais incríveis e arranjo que remete a flertes, traições, apostas e decepções em uma festa de gala (sim, essa é a sensação que a música me transmite).

FATHER FIGURE
Quem (entre as que amamos George Michael) nunca desejou estar nesse táxi?

AS [with Mary J. Blidge]
Mais uma da série “VIP Party”, As é um regravação da música original de Stevie Wonder e é um dos pouquíssimos casos em que prefiro a versão à original. Apesar do cavanhaque estranho, George Michael ainda estava lindo nessa época e é um deleite deparar-nos com vários dele na festa retratada no clipe, cuja música é abrilhantada pela participação da incrível Mary J. Blidge.

THE FIRST TIME EVER I SAW YOUR FACE
Entre as muitas e excelentes versões que essa música tem, incluindo uma divina entoada por Leona Lewis, a de George Michael é para mim insuperável, tanto em termos vocais como também pela emoção transmitida pelo intérprete. Aquele tipo de música que choro sempre que escuto prestando atenção na letra.

PRAYING FOR TIME
Mais uma triste e bela música na discografia de George Michael, interpretada com máxima emoção.

CARELESS WHISPER
Minha música favorita entre todas as músicas que conheço, Careless Whisper ficou famosa sobretudo pelo inconfundível saxofone que a permeia, tendo sido o primeiro single solo de George Michael, quando ele ainda estava no Wham!. A música foi incluída no álbum “Make it Big” do duo e teve covers realizados por diversos artistas, como Gloria Gaynor e a banda Seether. Lançada como single em 1984, tornou-se um grande sucesso em todo o mundo, atingindo a primeira posição dos rankings de aproximadamente 25 países e vendendo mais de seis milhões de cópias em todo o mundo. Deixo aqui a versão completa da música, que muitos não conhecem, consideravelmente mais longa que a versão editada para as rádios que consta no icônico videoclipe.

Thaís Gualberto

Top 10: Músicas de Natal

Ah, o Natal! Época de muita comida, troca de presentes, famílias reunidas e principalmente, para os que como eu são cristãos, de celebrar o nascimento de Jesus. Mas o Natal é também época de músicas temáticas, como os clássicos americanos e, no caso do Brasil, “Então é Natal” (não é possível que alguém ainda goste dessa haha) e como amo música resolvi fazer uma lista com as minhas favoritas.

Kelly Clarkson – Underneath the Tree
Lançada em 2013, Underneath the Tree sem dúvidas foi a música que me despertou o interesse por canções natalinas. Confesso que estava receosa e titubeante quando comprei o “Wrapped in Red”, álbum natalino de Kelly Clarkson, mas superou todas as minhas expectativas! O CD contém tanto a regravação de clássicos como também cinco composições natalinas da própria Kelly (Wrapped in Red, Underneath the Tree, Every Christmas, Winter Dreams e 4 Carats) todas excelentes e extremamente originais. Além disso, os CD traz os vocais sempre excelentes da primeira vencedora do American Idol, então foi bastante difícil escolher uma só faixa para colocar aqui… Fiquei com a minha favorita, óbvio, a enérgica e super fofa Underneath the Tree.

The Killers – Don’t Shoot Me Santa
Desde 2006 a banda The Killers lança um vídeo natalino a cada ano, todos sempre extremamente criativos e nada convencionais, tratando-se de canções natalinas. Entre todas elas, minha favorita é Don’t Shoot Me Santa. Lançada em 2007, é a primeira da trilogia do Papai Noel rancoroso, que ainda conta com I Feel It in My Bones (2011) e Dirty Sledding (2015). Cabe ressaltar que a receita da venda de todas as canções natalinas da banda é revertida para programas de caridade que atendem pessoas com AIDS e que este ano a banda lançou um álbum com todas as canções de Natal que gravaram até agora. Divirtam-se com o Papai Noel serial killer!

Blake Shelton – Home
E claro que na minha lista não poderia faltar um toque country! E melhor ainda se com o lindo Blake Shelton, que em seu álbum natalino, “Cheers! It’s Christmas” (2012), regravou a música Home, de Michael Bublé, quem junto de Shelton promoveu alterações na letra para que esta abraçasse a temática natalina. No vídeo abaixo, Blake Shelton canta Home em seu especial de Natal, Blake Shelton’s Not So Family Christmas, com sua então esposa, Miranda Lambert, de quem atualmente é divorciado.

Little Mix – Love Me Like You (Xmas Mix)
Eis uma música que inicialmente não era natalina, mas acabou ganhando uma versão com o arranjo de sinos típicos de canções temáticas da festividade. E a música, que eu já considerava boa, ficou ainda mais fofa.

Britney Spears – My Only Wish (This Year)
Originalmente lançada em 2000 na compilação Platinum Christmas,  essa é a única canção de Natal já lançada por Britney. Uma pena que não conte com um clipe, pois é mais uma das canções fofas dessa lista!

Mariah Carey – All I Want for Christmas is You
O grande clássico natalino pop! Lançada nos anos 90 no primeiro álbum natalino de Mariah Carey, a canção conta com diversas versões, inclusive duetos de Mariah com outros cantores e regravações feitas pela própria Mariah em anos seguinte. Claro que essa música não poderia faltar na minha lista!!

Carrie Underwood & Michael W. Smith – All Is Well
Originalmente gravada pelo cantor gospel Michael W. Smith para o seu primeiro álbum de Natal, em 1989, a música foi regravada como um dueto com Carrie Underwood para “Michael W. Smith & Friends: The Spirit of Christmas” (2014). Aqui trago o live da música no especial  CMA Country Christmas de 2014, com Carrie Underwood gravidíssima de seu primeiro filho e demonstrando um fôlego impressionante para seu estado, cantando belissimamente.

Pentatonix – That’s Christmas to Me
O CMA Country Christmas também já contou com a performance do excelente grupo acapella Pentatonix. Particularmente, ainda fico bastante impressionada com apresentações do grupo e essa não é diferente.

Glee Cast – Last Christmas
Como fã das versões gravadas pelo elenco de Glee ao longo das seis temporadas da série, não poderia não incluir uma das muitas versões natalinas que nos apresentaram. E minha escolhida é Last Christmas, originalmente gravada pelo duo Wham!, aquele que fez George Michael alcançar o estrelato.

Laura Pausini – Santa Claus is Coming to Town
Vivendo desde o lançamento de Simili (2015) a fase mais colorida e mais feminina de sua carreira (até meados dos anos 2000 ela era bem masculina, diga-se de passagem), Laura Pausini tem usado e abusado de batons vibrantes, vestidos, rendas, acessórios e saltos e Santa Claus is Coming to Town, primeiro single de Laura Xmas (2016) é a melhor mostra disso. Aqui, contudo, a escolha não se dá por isso, mas pelos sempre excelentes vocais da cantora e pela performance surpreendentemente teatral e estonteante.

COMEDY BONUS

E como aprecio a zoeira, deixo aqui também as minhas paródias favoritas de grandes clássicos natalinos!

Ozzy Osbourne – Então é Natal
Acha impossível imaginar o sombrio, porém divertido Ozzy Osbourne cantando o maior clássico do Natal brasileiro? Bem, eu também achava, até que me deparei com essa sensacional edição no Natal de 2014…

Various Artists – All I Want for Christmas Is You (Carpool Karaoke)
Um dos quadros mais populares do Late Late Show, com James Corden, o Carpool Karaoke já levou inúmeros artistas para darem uma volta de carro e improvisar no canto das próprias canções junto com o comediante James Corden. Com a participação de Mariah Carey no especial de Natal, o programa compilou vários outros artistas que por lá passaram ao longo do ano, como Red Hot Chili Peppers, Elton John, Gwen Stefani, Selena Gomez e Adele para cantar a mais famosa música pop de Natal dos anos 90. E ficou bem legal!

Chewbacca – Silent Night
Por fim, meu presente para meus amigos fãs de Star Wars, o querido Chewbacca (ele é querido por vocês fãs da série, não?) cantando a tradicional Silent Night.

Para quem gostou das músicas, coloquei minha playlist natalina no Spotify e na lateral do blog! Feliz Natal para todos e que Deus os abençoe!!

Thaís Gualberto

Resenha: Storyteller

No dia 02/11 aconteceu a 50ª edição do CMA Awards, uma das mais importantes premiações da música country. Para a apresentação do evento, dois dos maiores premiados pelo CMA Awards nos últimos anos, Brad Paisley e Carrie Underwood. E isso me fez lembrar que já faz muito tempo que estou para resenhar o mais recente álbum da minha querida Carrie: Storyteller, de 2015, que vocês podem ouvir na íntegra no Spotify!

Primeiro álbum da cantora natural de Oklahoma após o nascimento de seu primeiro filho, Storyteller é seu 5º trabalho com músicas inéditas (em 2014, enquanto grávida, Carrie lançou um Greatest Hits). Tendo estreado em 2º na Billboard 200, Storyteller, mais ainda que os álbuns anteriores da artista, é um álbum extremamente narrativo. Cada canção traz-nos um personagem e um enredo peculiar, sendo estes sobre vida, morte, traição, amor e diversos sentimentos.

Começando pelo encarte, este conta com fotos de Randee St Nicholas e um estilo de livro envelhecido, predominando os tons terrosos, sobretudo vermelho e sépia. Não gosto muito de como os efeitos foram usados em algumas fotos, transmitindo a ideia de iluminação excessiva, tal como nas fotos de “Glory”, trabalho mais recente de Britney Spears e que também conta com fotos por St. Nicholas. Apesar disso, gosto bastante do estilo peculiar do encarte, que combina perfeitamente com as músicas e com a pretensão do álbum de contar histórias. Como não tenho o CD original (não consigo encontrá-los para vender aqui no Brasil), deixo as fotos que encontrei no Encartes Pop.

Clique para ampliar.

01. Renegade Runaway: O álbum é introduzido com uma melodia que parece pano de fundo a uma perseguição e eis que surge a poderosa voz de Carrie em tom misterioso e enérgico, o que tem tudo a ver com a letra da música. Uma canção no melhor estilo western e uma excelente narrativa para abrir o trabalho.

02. Dirty Laundry: Traição é o tema aqui. Em mais um enérgico enredo, Carrie nos apresenta a uma protagonista traída e vingativa, ávida por expor toda a canalhice daquele que considerava seu amor. Gosto especialmente das melodias utilizadas no refrão, bastante contrastantes entre si.

03. Church Bells: Fortes acordes de banjo e guitarra, mistério e, desta vez, violência. Jenny era uma garota bela e selvagem que deu a sorte grande e conquistou um milionário, mas eis que ele se revelou muito distinto do que indicava sua aparência, ele era um violento alcoólatra. O desfecho desse enredo, que sem dúvida é o mais elaborado de todo o álbum e já até me inspirou uma crônica, segue a mesma linha da trama da igualmente excelente “Two Black Cadillacs”, terceiro single de Blown Away, o quarto álbum de Carrie. A única decepção a respeito de Church Bells é que a música não ganhou um clipe que honrasse sua narrativa, mas sim um que compilava trechos da Storyteller Tour…

04. Heartbeat: Enfim o amor! Segundo a própria cantora, essa música é uma referência a relação que ela mantém com seu marido, o jogador de hockey Mike Fisher, e também uma declaração de amor. Segundo single do álbum, Heartbeat conta com um dos clipes mais belos e simples de toda a carreira da cantora e, sem dúvidas, é uma de suas melhores canções de amor até aqui.

 05. Smoke Break: Primeiro single de Storyteller, Smoke Break foi o retorno triunfal (e em plena forma) de Carrie à música após o nascimento de seu primeiro filho. Uma canção com a qual quase todos nós nos identificamos; uma canção sobre a eventual necessidade que temos de fazer uma pausa, relaxar, limpar a mente e organizar os pensamentos. Gosto especialmente do instrumental tipicamente country que antecede o final da canção, que, sem dúvidas, é mais uma das grandes de Carrie.

06. Choctaw County Affair: Impossível não notar a gaita logo na introdução. Uma música com melodia bastante rústica e uma história que Carrie descreve como uma espécie de Bonnie & Clyde do condado de Choctaw. Mais uma morte misteriosa, um julgamento e enfim uma condenação.

07. Like I’ll Never Love You Again: Eu disse que Heartbeat era uma das melhores músicas de amor da carreira de Carrie, mas eu gosto ainda mais de LINLYA. Embora com uma melodia mais delicada, suave, a letra é mais sentimental e tocante, bem como o arranjo melódico e não é corriqueiro e me lembra um pouco “Malía“, faixa que Sandy & Junior gravaram em 1999 para a trilha sonora de Terra Nostra.

08. Chaser: Melodia country pop e uma letra sobre gostar de alguém e estar farta de estar com este alguém pois este parece preferir estar com outra pessoa. Uma excelente música, porém nem de longe uma das melhores desse grande álbum.

09. Relapse: Mais uma faixa enérgica e eis minha introdução favorita. Relapse é sobre lutar contra os próprios sentimentos, sobre estar ao mesmo tempo confusa e decidida. Talvez essa seja a canção mais poderosa, mais intensa do trabalho, tanto na melodia como na letra e na maneira como Carrie a entoa. Sem dúvidas, merece ser um single caso mais singles sejam extraídos de Storyteller.

10. Clock Don’t Stop: Clock Don’t Stop é a música mais monótona presente em Storyteller. Refrão repetitivo, ritmo pouco atraente e vocais menos impressionantes que nas demais faixas do álbum, além de uma narrativa bastante fraca.

11. The Girl You Think I Am: Composta por Carrie juntamente com Hillary Lindsey e David Hodges, TGYTIA é basicamente uma canção de filha para pai, onde uma filha descreve sua relação e adoração pelo pai e o quanto ela gostaria de ser tão perfeita quanto julga seu pai. Quanto à mensagem, a música é para este álbum o que “Mama’s Song” representou para “Play On”, o terceiro álbum da cantora, lançado em 2009.

12. Mexico: e 2015.Mistério, perseguição e fuga fazendo-se outra vez presentes. Poderia ser uma continuação de Renegade Runaway ou mesmo de Choctaw County Affair, mas não creio que seja o caso… Infelizmente.

13. What I Never Knew I Always Wanted: e 2015.Última faixa do álbum e mais uma das poucas compostas pela própria Carrie, WINKIAW talvez seja a canção mais pessoal presente no trabalho, tendo sido composta pouco depois de a cantora ter descoberto estar grávida. Na música Carrie canta sobre como acabou com um príncipe encantado embora nunca tenha sonhado com um e sobre como adora a maternidade mesmo sem até descobri-la nunca ter-se flagrado ansiosa por vivê-la. Uma maneira bastante tranquila e emotiva de encerrar um álbum tão poderoso e enérgico.

Favoritas: Church Bells, Heartbeat, Relapse, Like I’ll Never Love You Again, Renegade Runaway

Enche linguiça: Clock Don’t Stop

Storyteller é um dos melhores álbuns de Carrie Underwood, embora sejam todos maravilhosos em todos os aspectos possíveis, exceto, é claro, se você não aprecia música country. Quinto trabalho de Carrie, é até curioso como ela ainda consegue surpreender seu público em termos vocais como faz em muitas das músicas de Storyteller, o que, certamente só confirma que ela é uma das grandes vozes de sua geração. 10/10 para um dos meus álbums favoritos de 2015.

Thais Gualberto

PS: Se o blog parecer estranho nos próximos dias é porque estou tratando de providenciar o domínio e a hospedagem. Mudanças em breve por aqui!! 🙂

O que eu ouvia na adolescência – Ginásio (2003-2006)

Mais uma vez eu escrevo aqui inspirada pela querida Lari, do Yellow Ever Shine, que recentemente publicou sobre músicas que ela costumava ouvir na adolescência. Diferentemente dela, contudo, eu ainda escuto com a mesma empolgação pelo menos uns 90% do que irei mostrar aqui. E como é muita coisa que eu acredito que vale ser citada, vou dividir esse tema em três posts, de acordo com a fase escolar que eu estava vivendo: Ginásio (2003-2006); Ensino Médio (2007-2009); Faculdade (2010-2013). E hoje, como gosto de seguir a ordem temporal da coisa, eis a playlist do que ouvi entre os 11 e os 14 anos (link para o Spotify).

2003 foi meu primeiro ano de ginásio e ano em que comecei a assistir MTV. E foi ouvindo “Complicated”, da Avril Lavigne, que eu me interessei em começar a aprender inglês a sério, e, obviamente, outros singles do Let Go, primeiro álbum da canadense, tiveram grande importância nisso, como “Ske8er boi” e “I’m With You”. E lá estava eu com a TV sintonizada na MTV quando estreou o vídeo do último single do álbum Britney, “Anticipating”, que nada mais era que o fragmento do Live In Las Vegas, da Dream Within a Dream Tour, em que ela dublava e dançava a canção. Confesso que muito do que me atraiu no vídeo foram o figurino e o cenário coloridos do show hehe Já o clipe de Dirrty, primeiro single do álbum Stripped de Christina Aguilera, era aquele clipe meio “proibido” – era extremamente sexual e eu morria de vergonha de assisti-lo na frente da minha mãe, embora já naquela época eu gostasse bastante da música. Aliás, Stripped, lançado em 2002, meu álbum favorito até hoje, e também até hoje acompanho de perto as carreiras de Avril Lavigne, Britney Spears e Christina Aguilera e ainda escuto muito todos os seus álbuns.

Ainda no universo pop, a parceria de Britney e Madonna em Me Against the Music, carro-chefe do álbum “In The Zone”, de Britney; bem como as faixas Toxic e Everytime, os seguintes singles do mesmo álbum, estiveram entre as músicas que mais me marcaram no período. Hollywood, Madonna; More to Life, Stacie Orrico; Here It Comes Again, Melanie C; All the Things She Said, t.A.T.u.. Na época eu destestava Clocks, do Coldplay, mas hoje aprecio a música. Era 2005 quando comprei o meu primeiro CD, o “My Prerogative: Greatest Hits”, da Britney Spears, no qual não só conheci as excelentes My Prerogative (releitura da música de Bobby Brown) e Do Somethin’ (inédita), com também me apaixonei por um antigo sucesso de Britney que até eu desconhecia, Born to Make You Happy. Obviamente, o álbum também me fez ouvir repetidamente …Baby One More Time, Sometimes e I’m Not a Girl Not Yet a Woman.  Ainda em 2005 vi o retorno dos Backstreet Boys com a maravilhosa Incomplete, mas eu ainda ouvia frequentemente Shape of My Heart. No meu aniversário de 14 anos, em 2006, ganhei da minha mãe o álbum “Under My Skin”, de Avril Lavigne, e, certamente, My Happy Ending e Nobody’s Home foram as músicas que mais escutei naquele ano. Foi nesse ano também que Sorry foi o segundo single do aclamado “Confessions on a Dance Floor”, sem dúvidas um dos meus favoritos de Madonna. E por falar em Madonna, escutei demais o cover da Kelly Osbourne para Papa Don’t Preach.

Músicas mais sentimentais começavam a me despertar a atenção naquela época e Could It Be Any Harder, do The Calling, e Through the Rain, da Mariah Carey, foram apenas as primeiras delas. Aliás, já até escrevi crônica inspirada pela primeira. Outras músicas do tipo que me marcaram muito esse período da vida foram My Immortal (Evanescence), The Voice Within (Christina Aguilera), Who Knew? (P!nk), Wake Me Up When September Ends (Green Day), Because of You (Kelly Clarkson). Sim, eu chorei muito com todas essas músicas e ocasionalmente ainda me comovo fortemente ao escutá-las, sobretudo Because of You e Could It Be Any Harder. Hurt, do álbum “Back to Basics” (2006) da Christina Aguilera, em especial, mexe comigo tanto pela combinação letra e melodia como pelo videoclipe em estilo circo antigo (anos 40) que tem um palhaço meio sinistro no meio. Junto com The Voice Within, sem dúvidas, é minha ballad favorita da Aguilera.

Nunca fui uma grande fã de R&B, mas naquela época o estilo vivia um de seus auges, com Beyoncé iniciando a carreira solo, Black Eyed Peas alcançando o estrelato e Pussycat Dolls e Rihanna surgindo no cenário musical. Crazy in Love, Naughty Girl e Deja Vu, da Beyoncé, estão entre minhas músicas favoritas da cantora até hoje e, inclusive, considero seus dois primeiros álbuns, “Dangerously in Love” (2003) e “B’Day” (2006), os melhores de sua carreira e muitíssimo superiores aos dois últimos que, embora aclamados pela crítica, são para mim mera propaganda ideológica, o que eu abomino em música. Quem não se lembra também de Dillema, a parceria entre o rapper Nelly e a cantora Kelly Rowland que tocou horrores naquela época? Por falar em rapper, uma música que eu detestava na época e hoje amo é Cleanin’ out My Closet, de Eminem – mas isso é uma exceção, em geral, sigo não apreciando esse estilo musical. Jenny from the Block, da Jennifer Lopez; SOS, da Rihanna; It’s Like That, da Mariah Carey e Buttons, das Pussycat Dolls foram outras das músicas desse estilo que serviram como trilha sonora do comecinho da minha adolescência.

Nunca fui emo, mas a estética emo de 2005 contagiou o cenário musical e eu não escapo de ter gostado de várias das músicas com que o ditos emos se identificavam. Perfect, Simple Plan; Helena, My Chemichal Romance; I Write Sin Not Tragedies, Panic! At the Disco; Holiday, Green Day. Aliás, foi a vibe emo que me despertou a atenção para ritmos mais pesados como os de Somewhere I Belong e Numb, Linkin Park; Máscara, Pitty; Bring Me to Life, Going Under, Sweet Sacrifice e Call Me When Your Sober, Evanescence. O rock mais pop do Bon Jovi me cativou nessa época com a bem-humorada Missunderstood, bem como a psicodélica The Zephyr Song foi a canção que oficialmente me apresentou ao Red Hot Chilli Peppers. E esse parágrafo não estaria completo sem a honrosa menção a “Fighter”, a música mais rock já gravada por Christina Aguilera.

Para encerrar esse primeiro capítulo, embora eu me identificasse muito com “A Quien Le Importa”, lançada em 2003 pela Thalía, foi em 2005 que me lado latino aflorou de vez. Foi o ano em que Shakira lançou a belíssima No; o RBD surgiu na novela Rebelde (e eu ainda escuto meus cds do RBD, podem rir, sobretudo o último, de 2008) com canções como Sólo Quédate en Silencio e Énseñame; a dupla Lu fez sucesso ao ter Por Besarte na trilha sonora de Rebelde e eu assisti “La Madrastra”, cujo tema principal era Víveme, da Laura Pausini. Já em 2006 eu assisti “Heridas de Amor” e sua música tema homônima, de Ricardo Montaner, é ainda uma das que mais me inspira a escrever.

Para quem não conhece as músicas e ficou curioso ou para quem quer relembrar aquela época, montei a playlist “Ginásio (2003-2006)”  no Spotify com quase todas as músicas que citei (as do RBD não constam na plataforma), já que colocar todos os videos aqui deixaria o post ainda mais longo do que ele já é.

Thais Gualberto