Por que e para quem eu escrevo

Comecei a escrever no real sentido da coisa aos 13 anos. Foi à época em que me encantei com uma certa novela mexicana e decidi que reescreveria a história para não esquecer a história (no tempo da internet discada em casa e das lan houses, assistir Youtube era um luxo e tanto). Mudei os nomes das personagens, mudei descrições físicas e mantive o enredo central. Não demorei, contudo, a perceber que eu queria bem mais que isso. Criei novos personagens, desapareci com alguns, transformei completamente o perfil psicológico da maioria e alterei desenlaces. Pronto. Estava iniciada a primeira história pela qual me empenhei: embora baseada em uma história que assisti, ainda assim era uma história completamente nova, totalmente MINHA.

Desde então, não parei, tampouco me limitei. Predominantemente, escrevi ficção, e, quase sempre, aos domingos (ao menos nos tempos de colégio). Além de Centelha (meu primeiro livro/torçam para eu terminar de revisá-lo este ano) e suas sequências (Primavera, que já terminei, mas está pendente de revisão, e Alvorada, no qual estou mais ou menos na metade e tem tudo para ser o melhor volume da série), idealizei vários spin-offs (Amalia, A Esposa, Second Best e Lenita) e também tramas independentes (A Última Noite e, minha favorita ever, Fantasmas de Amor – que já teve muitos trechos aqui publicados como crônicas, aliás). Isso sem falar nas muitas crônicas independentes que escrevi para o blog.

Gosto ainda de escrever resenhas, sejam elas de livros, de séries ou de CDs, pois acredito que ao analisar outras narrativas, aprimoro minhas qualidades como escritora e ainda percebo erros de outros que não gostaria de cometer naquilo que escrevo.

Muitos que me acompanham aqui não sabem, pois não gosto de misturar os assuntos, mas também escrevo frequentemente sobre política, economia e cultura. Já o fiz para o blog do Estudantes pela Liberdade – Rio de Janeiro; hoje, faço-o para o Sul Connection, onde, ao menos uma vez por mês, publico artigos de opinião sobre o mundo real.

E, claro, escrevo muitos relatórios em meu trabalho oficial. :p

Mas bem, chega de enrolação. Eu escrevo porque penso muito. Tenho uma mente inquieta, criativa, extremamente visual e cheia de ideias desesperadas por serem traduzidas em palavras e transcritas no papel. Escrevo porque aprecio a magia que talvez eu consiga proporcionar a quem lê minhas personagens e se emociona, se enraivece e/ou se identifica com minhas personagens. Escrevo porque sinto uma necessidade visceral de expor minhas ideias e meus valores. Escrevo porque gosto de observar e analisar o comportamento humano e as relações em seus mais distintos aspectos. Escrevo porque alguma música me deu uma boa ideia. Escrevo porque quero que meu leitor imagine cada detalhe exatamente da maneira como eu imaginei. Escrevo porque sem palavras sinto-me perturbada, desesperada por criar. Escrevo porque não há muitas coisas mais gratificantes que ser lida e sentir-se lida. E claro, escrevo pelo mero prazer egoísta de me fazer feliz por ver tudo o que imaginei realizar-se no papel.

Mas também escrevo para vocês, que apreciando ou não, ao menos estão fazendo com que eu me sinta lida.

Muito obrigada até aqui e que eu consiga por fim revisar e escrever meus livros com uma rotina bem definida!  And the rest… The rest is still unwritten.

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Projeto Fotográfico: Natal

O Natal já passou há quase uma semana e, aqui no blog, eu o celebrei com uma lista das minhas canções natalinas favoritas. Ao longo de novembro e dezembro eu fotografei várias das decorações natalinas com as quais me deparei e enfim as dividirei com vocês conforme a proposta do Projeto Fotográfico de dezembro do Vai Um Café?

Decoração natalina do Garfield, no Botafogo Praia Shopping, em Botafogo, no Rio de Janeiro

Visão oblíqua do prédio mais decorado para o Natal de Niterói, na Presidente Becker

Mais um prédio de Niterói

Prédios na Praia de Icaraí, Niterói

Prédios na Praia de Icaraí, Niterói

Árvores de Natal temáticas de Frozen no Plaza Shopping Niterói, no Centro de Niterói

Linda e colorida árvore de Natal em um prédio no centro do Rio de Janeiro

Papai Noel da vitrine da papelaria ArtNit, no Plaza Shopping Niterói, no Centro de Niteroi

Árvore de Natal da vitrine da papelaria ArtNit, no Plaza Shopping Niterói, no Centro de Niteroi.

Presépio da vitrine da papelaria ArtNit, no Plaza Shopping Niterói, no Centro de Niteroi

Prédio em Niterói

Prédio em Niterói

Scoops, meu Beanie Boo gelinho da Ty

Prédio na Gavião Peixoto, Icaraí, Niterói

Prédio em Niterói

Fotos em que a mão tremeu ou o ônibus andou. Postando porque adoro o efeito das luzes em movimento

Thaís Gualberto

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TAG: Vai um Café?

Há cerca de um ano (na verdade foi em outubro, mas eu estava sem computador) eu fui convidada pela queridíssima Beatriz Aguiar, do Blog Since85, para fazer parte do projeto “Vai Um Café?”, um grupo no facebook para reunir blogueiros que realizam bons trabalhos em suas páginas e gostariam de se aproximar entre si. Pois bem. Um ano se passou e, entre alguns embates calorosos, risos, lágrimas, aniversários e, principalmente, amizades (<3) o grupo segue firme e forte e celebrando o primeiro ano de existência (e união de pessoas maravilhosas)  com a TAG que hoje (ENFIM!!!!!) responderei…

É assim que me sinto lendo os blogs do grupo <3

É assim que me sinto lendo os blogs do grupo ❤

1. Com qual membro eu me identifiquei de cara?

Bianca Carvalho, do Digavando! Apaixonada por música, por livros e por escrever (<3) e super hiper mega fã da Sophie Kinsella, da diva Becky e de Tess Gerritsen e que escreve resenhas maravilhosas (que amo mesmo quando se referem a livros que não fazem o meu estilo) e que escreve MUITO BEM em geral. Mas falando um pouco mais, dona Bianca foi a primeira pessoa a acompanhar a sério meu blog, quando eu ainda escrevia apenas crônicas nele, e ela sempre se mostrou uma super entusiasta dos meus textos (entusiasmo até então manifestado apenas por meus amigos mais próximos). Na verdade, ela chegou ao meu blog antes de eu chegar ao dela (quando eu não tinha nem dois acessos por dia em média) e foi por meio dela que eu conheci a Bia, então, MUITO OBRIGADA, DONA BIANCA!!!!!

2. Quem é o engraçado (de boas) e o mais bravo do grupo?

Eu considero a Lari Reis, do Yellow Ever Shine, super de boas. Gosto muito de debater música com ela, de conhecer novas músicas e cantores por ela, enfim… Fora que ela é a linda dos aniversários lá no grupo e é sempre super atenciosa e fofa! E Bia (Since85), eu te acho brava, mas em um bom sentido e com o qual me identifico muito: você é determinada e briga pelo que considera correto, bem como não omite sua opinião só para agradar e eu admiro isso demais!

3. O que o projeto representa hoje para mim?

Um lugar onde conheço novas pessoas, maneiras distintas de se expressar, músicas diferentes. Um lugar em que faço amigos e com pessoas que fazem com que eu me sinta lida 🙂

4. Um amigão(ona) que encontrei no Projeto?

Posso citar mais de um? Em ordem alfabética, para não ser injusta! Bia (Since85), Bianca  (Digavando), Lari (Yellow Ever Shine), Natália (onlysecretdreams), Sílvia (Reflexões e Angústias).

5. E o que aprendi de importante por meio do projeto?

Vi que existem pessoas fantásticas, que se doam e fazem muito pelos outros. A gente costuma escutar muito sobre pessoas mesquinhas e egoístas; mas o mundo tem muita gente disposta a dedicar uma parte do seu tempo para dar uma opinião ou uma dica, para deixar uma palavra amiga ou apenas mostrar que não se está só.

6. Quem dele me ensinou alguma coisa que vou levar para sempre comigo?

A Bruna (Divergências Vitais), que é super nova mas já tem uma experiência incrível e sempre narra com muita sensibilidade a vida fora de casa; e a Sílvia (Reflexões e Angústias), que sempre promove reflexões profundas, demonstrando uma sensibilidade incrível para os fatos da vida, e ainda presta serviço de utilidade pública ao esmiuçar questões concernentes à medicina.

7. Qual o blog eu “roubaria” para mim?

Dani que Disse! Amo design, conteúdo e a maneira como a Dani se relaciona com seus leitores.

8. De quem eu não sou muito próximo mas gostaria de conhecer melhor?

Vanessa (Amor, Vida e Fé), Vera (Extraordinariando), Henrique (Iletrando) e Isabella Cas, pois elas são incríveis e quero muito conseguir acompanhar melhor o trabalho delas em seus respectivos blogs.

9. Escolher 2 integrantes para dizer qual foi a primeira impressão e se estava certa.

Até aqui, minhas primeiras impressões sobre todas de quem me aproximei foram positivas e confirmaram-se 🙂

10. Com quem do grupo eu já tive a oportunidade de conversar pessoalmente?

Infelizmente, com ninguém… Mas quem sabe um dia me esbarre por aí com a Dani e com a Priscila (Carioca do Interior), que também são do Rio? Ou com quem der uma passadinha por aqui hehe

11. Como eu falaria do projeto para alguém?

Falaria sobre o projeto como ele de fato é para mim: um lugar em que conheci pessoas incríveis que produzem um conteúdo apaixonante e que amam compartilhar ideias, gostos e sentimentos independentemente de quantas sejam as pessoas dispostas a dedicar uns minutinhos de seus dias a acompanhá-las.

Bem, essas são as minhas respostas e espero que apreciem! Parabéns a todos nós por um ano de grupo!!!

The Bonnie Marcus Collection by American Greetings. (PRNewsFoto/American Greetings Corporation)

The Bonnie Marcus Collection by American Greetings. (PRNewsFoto/American Greetings Corporation)

Thaís Gualberto

Coleções

Esse mês, no Vai um Café?, a segunda postagem coletiva é sobre coleções. Um tema que eu adorei, pois eu tenho algumas coleções – livros, CDs e material de papelaria – e com ele me animo de trazer um pouco dessas coisinhas que amo para lhes mostrar. Espero que gostem!


CDs

Talvez essa seja minha coleção que mais desperte curiosidade nas pessoas, pois em tempos de download digital, é realmente estranho que alguém gaste dinheiro com CDs, mas eu simplesmente AMO o ritual de tirar o plástico maldito, analisar a arte do disco, ouvi-lo na íntegra, avaliar quais músicas servem como trilha sonora para os meus livros, ler os agradecimentos. Enfim… Eu tenho algumas discografias completas: Adele, Avril Lavigne, Beyoncé, Britney Spears, Christina Aguilera, Dulce María, Evanescence, Katy Perry, Kelly Clarkson, Lady Antebellum, The Corrs; outras quase completas (faltando 1 ou 2 discos), como Demi Lovato (HWGA), Laura Pausini (Laura e FTI), RBD (Rebels e EDC), Taylor Swift (SN); e algumas que certamente teria completas em discos físicos caso os álbuns fossem lançados no Brasil, como Carrie Underwood, Delta Goodrem e Melanie C. Eu tenho mais de 120 CDs e, infelizmente, me falta espaço para deixá-los todos à mostra.

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This Time

*trilha sonora para o post ao final deste.

Dias de desilusão, dias de preocupação. Expectativas em alta, frustrações recorrentes. Onde estaria o amor? A quanto estaria distante daqueles objetivos que sempre preencheram sua vida? Como alcançar metas e realizar sonhos quando apenas um nevoeiro de incertezas era o que via adiante? O que dizer das amizades interrompidas, cujo ponto final apenas trouxe paz para consciência? Ou mesmo das ideias perdidas após a sonolência típica de quando se acaba de acordar? Ou ainda a eterna preguiça do ócio originada?

Era preciso ter foco outra vez, era preciso voltar a acreditar, era preciso não desistir dos objetivos. Talvez fossem necessários novos objetivos, novas atividades, novas pessoas. E de fato o eram. Ansiedade, medo; ambos obstáculos auto-impostos, ambos obstáculos interiores e exatamente por isso, talvez, os mais difíceis de se superar. Mas desistir era uma palavra impensável, indizível.

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