Resenha: Storyteller

No dia 02/11 aconteceu a 50ª edição do CMA Awards, uma das mais importantes premiações da música country. Para a apresentação do evento, dois dos maiores premiados pelo CMA Awards nos últimos anos, Brad Paisley e Carrie Underwood. E isso me fez lembrar que já faz muito tempo que estou para resenhar o mais recente álbum da minha querida Carrie: Storyteller, de 2015, que vocês podem ouvir na íntegra no Spotify!

Primeiro álbum da cantora natural de Oklahoma após o nascimento de seu primeiro filho, Storyteller é seu 5º trabalho com músicas inéditas (em 2014, enquanto grávida, Carrie lançou um Greatest Hits). Tendo estreado em 2º na Billboard 200, Storyteller, mais ainda que os álbuns anteriores da artista, é um álbum extremamente narrativo. Cada canção traz-nos um personagem e um enredo peculiar, sendo estes sobre vida, morte, traição, amor e diversos sentimentos.

Começando pelo encarte, este conta com fotos de Randee St Nicholas e um estilo de livro envelhecido, predominando os tons terrosos, sobretudo vermelho e sépia. Não gosto muito de como os efeitos foram usados em algumas fotos, transmitindo a ideia de iluminação excessiva, tal como nas fotos de “Glory”, trabalho mais recente de Britney Spears e que também conta com fotos por St. Nicholas. Apesar disso, gosto bastante do estilo peculiar do encarte, que combina perfeitamente com as músicas e com a pretensão do álbum de contar histórias. Como não tenho o CD original (não consigo encontrá-los para vender aqui no Brasil), deixo as fotos que encontrei no Encartes Pop.

Clique para ampliar.

01. Renegade Runaway: O álbum é introduzido com uma melodia que parece pano de fundo a uma perseguição e eis que surge a poderosa voz de Carrie em tom misterioso e enérgico, o que tem tudo a ver com a letra da música. Uma canção no melhor estilo western e uma excelente narrativa para abrir o trabalho.

02. Dirty Laundry: Traição é o tema aqui. Em mais um enérgico enredo, Carrie nos apresenta a uma protagonista traída e vingativa, ávida por expor toda a canalhice daquele que considerava seu amor. Gosto especialmente das melodias utilizadas no refrão, bastante contrastantes entre si.

03. Church Bells: Fortes acordes de banjo e guitarra, mistério e, desta vez, violência. Jenny era uma garota bela e selvagem que deu a sorte grande e conquistou um milionário, mas eis que ele se revelou muito distinto do que indicava sua aparência, ele era um violento alcoólatra. O desfecho desse enredo, que sem dúvida é o mais elaborado de todo o álbum e já até me inspirou uma crônica, segue a mesma linha da trama da igualmente excelente “Two Black Cadillacs”, terceiro single de Blown Away, o quarto álbum de Carrie. A única decepção a respeito de Church Bells é que a música não ganhou um clipe que honrasse sua narrativa, mas sim um que compilava trechos da Storyteller Tour…

04. Heartbeat: Enfim o amor! Segundo a própria cantora, essa música é uma referência a relação que ela mantém com seu marido, o jogador de hockey Mike Fisher, e também uma declaração de amor. Segundo single do álbum, Heartbeat conta com um dos clipes mais belos e simples de toda a carreira da cantora e, sem dúvidas, é uma de suas melhores canções de amor até aqui.

 05. Smoke Break: Primeiro single de Storyteller, Smoke Break foi o retorno triunfal (e em plena forma) de Carrie à música após o nascimento de seu primeiro filho. Uma canção com a qual quase todos nós nos identificamos; uma canção sobre a eventual necessidade que temos de fazer uma pausa, relaxar, limpar a mente e organizar os pensamentos. Gosto especialmente do instrumental tipicamente country que antecede o final da canção, que, sem dúvidas, é mais uma das grandes de Carrie.

06. Choctaw County Affair: Impossível não notar a gaita logo na introdução. Uma música com melodia bastante rústica e uma história que Carrie descreve como uma espécie de Bonnie & Clyde do condado de Choctaw. Mais uma morte misteriosa, um julgamento e enfim uma condenação.

07. Like I’ll Never Love You Again: Eu disse que Heartbeat era uma das melhores músicas de amor da carreira de Carrie, mas eu gosto ainda mais de LINLYA. Embora com uma melodia mais delicada, suave, a letra é mais sentimental e tocante, bem como o arranjo melódico e não é corriqueiro e me lembra um pouco “Malía“, faixa que Sandy & Junior gravaram em 1999 para a trilha sonora de Terra Nostra.

08. Chaser: Melodia country pop e uma letra sobre gostar de alguém e estar farta de estar com este alguém pois este parece preferir estar com outra pessoa. Uma excelente música, porém nem de longe uma das melhores desse grande álbum.

09. Relapse: Mais uma faixa enérgica e eis minha introdução favorita. Relapse é sobre lutar contra os próprios sentimentos, sobre estar ao mesmo tempo confusa e decidida. Talvez essa seja a canção mais poderosa, mais intensa do trabalho, tanto na melodia como na letra e na maneira como Carrie a entoa. Sem dúvidas, merece ser um single caso mais singles sejam extraídos de Storyteller.

10. Clock Don’t Stop: Clock Don’t Stop é a música mais monótona presente em Storyteller. Refrão repetitivo, ritmo pouco atraente e vocais menos impressionantes que nas demais faixas do álbum, além de uma narrativa bastante fraca.

11. The Girl You Think I Am: Composta por Carrie juntamente com Hillary Lindsey e David Hodges, TGYTIA é basicamente uma canção de filha para pai, onde uma filha descreve sua relação e adoração pelo pai e o quanto ela gostaria de ser tão perfeita quanto julga seu pai. Quanto à mensagem, a música é para este álbum o que “Mama’s Song” representou para “Play On”, o terceiro álbum da cantora, lançado em 2009.

12. Mexico: e 2015.Mistério, perseguição e fuga fazendo-se outra vez presentes. Poderia ser uma continuação de Renegade Runaway ou mesmo de Choctaw County Affair, mas não creio que seja o caso… Infelizmente.

13. What I Never Knew I Always Wanted: e 2015.Última faixa do álbum e mais uma das poucas compostas pela própria Carrie, WINKIAW talvez seja a canção mais pessoal presente no trabalho, tendo sido composta pouco depois de a cantora ter descoberto estar grávida. Na música Carrie canta sobre como acabou com um príncipe encantado embora nunca tenha sonhado com um e sobre como adora a maternidade mesmo sem até descobri-la nunca ter-se flagrado ansiosa por vivê-la. Uma maneira bastante tranquila e emotiva de encerrar um álbum tão poderoso e enérgico.

Favoritas: Church Bells, Heartbeat, Relapse, Like I’ll Never Love You Again, Renegade Runaway

Enche linguiça: Clock Don’t Stop

Storyteller é um dos melhores álbuns de Carrie Underwood, embora sejam todos maravilhosos em todos os aspectos possíveis, exceto, é claro, se você não aprecia música country. Quinto trabalho de Carrie, é até curioso como ela ainda consegue surpreender seu público em termos vocais como faz em muitas das músicas de Storyteller, o que, certamente só confirma que ela é uma das grandes vozes de sua geração. 10/10 para um dos meus álbums favoritos de 2015.

Thais Gualberto

PS: Se o blog parecer estranho nos próximos dias é porque estou tratando de providenciar o domínio e a hospedagem. Mudanças em breve por aqui!! 🙂

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6 comentários sobre “Resenha: Storyteller

  1. Lari Reis disse:

    Como sabes, Thaís, Carrie é totalmente fora da minha zona de conforto.
    Eu tô numa dificuldade enorme para conseguir colocar todos os meus projetos em dia, mas vou deixar Storyteller aqui. Se/quando conseguir ouvir, venho falar com você! Só queria deixar registrado que continuo de olho no seu blog ^^
    Beijoo

    Curtido por 1 pessoa

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