RIP George Michael

Hoje eu tinha planejado escrever e publicar o post com tema coletivo do Vai um Café, sobre luzes e cores de Natal. Apesar de hoje já ser dia 25/12, adiarei o post. Foi anunciada há poucas horas a morte do cantor e compositor George Michael, cujas músicas aprendi a amar com meus pais e admiro desde a infância.

2016 foi um terrível ano para música mundial. David Bowie, Prince, Leonard Cohen e, agora, George Michael, aos 53 anos, o mais jovem entre os citados. Admito, porém, que a morte do último foi a única a me “abalar” de fato, pois era o único cujo trabalho eu conhecia e admirava. E ainda admiro. Como bem disse Fraser Nelson em artigo para a revista britânica The Spectator [George Michael foi] “uma das mais brilhantes e deslumbrantemente produtivas mentes musicais britânicas da história recente, parecendo nunca se cansar ou perder a genialidade”.

Ainda não foi divulgada a causa da morte, mas é conhecido o fato de que, nos últimos anos, o cantor enfrentou uma série de problemas cardíacos e respiratórios, bem como no passado teve problemas com o uso de drogas. Independentemente da causa, que triste ver um dos maiores músicos de todos os tempos partir tão cedo. Que Deus conforte sua família e que ele descanse em paz.

Para celebrar a grande contribuição do cantor para a música nas últimas três décadas, deixo algumas de minhas favoritas.

WAKE ME UP (BEFORE YOU GO-GO)
Enérgica, colorida e extremamente anos 80, tanto na estética do vídeo como na própria melodia, “Wake Me Up…” foi um dos primeiros sucessos do duo “Wham!”, do qual George Michael sempre foi o integrante de maior destaque. O figurino é ridículo, mas como ele dançava!!!

ONE MORE TRY
Uma história de amor proibido, uma mostra de como George Michael saía-se bem tanto em canções animadas como em dolorosas baladas. E como o videoclipe condiz com a veemente tristeza e com a força do eu-lírico da canção! Em 2014 a canção ganhou uma excelente versão de Mariah Carey, em seu álbum “Me. I am Mariah… The Elusive Chanteuse”.

DON’T LET THE SUN GO DOWN ON ME [feat. Elton John]
Não há muito o que dizer, apenas que ouvir. Elton John e George Michael em épica apresentação no LiveAid.

KISSING A FOOL
Nunca me esquecerei de que essa era música que tocava quando meu dentista começou a me anestesiar para extrair dois dos meus sisos. Esse fato, contudo, não alterou minha relação com a música, que sempre amei por seu clima introspectivo, vocais incríveis e arranjo que remete a flertes, traições, apostas e decepções em uma festa de gala (sim, essa é a sensação que a música me transmite).

FATHER FIGURE
Quem (entre as que amamos George Michael) nunca desejou estar nesse táxi?

AS [with Mary J. Blidge]
Mais uma da série “VIP Party”, As é um regravação da música original de Stevie Wonder e é um dos pouquíssimos casos em que prefiro a versão à original. Apesar do cavanhaque estranho, George Michael ainda estava lindo nessa época e é um deleite deparar-nos com vários dele na festa retratada no clipe, cuja música é abrilhantada pela participação da incrível Mary J. Blidge.

THE FIRST TIME EVER I SAW YOUR FACE
Entre as muitas e excelentes versões que essa música tem, incluindo uma divina entoada por Leona Lewis, a de George Michael é para mim insuperável, tanto em termos vocais como também pela emoção transmitida pelo intérprete. Aquele tipo de música que choro sempre que escuto prestando atenção na letra.

PRAYING FOR TIME
Mais uma triste e bela música na discografia de George Michael, interpretada com máxima emoção.

CARELESS WHISPER
Minha música favorita entre todas as músicas que conheço, Careless Whisper ficou famosa sobretudo pelo inconfundível saxofone que a permeia, tendo sido o primeiro single solo de George Michael, quando ele ainda estava no Wham!. A música foi incluída no álbum “Make it Big” do duo e teve covers realizados por diversos artistas, como Gloria Gaynor e a banda Seether. Lançada como single em 1984, tornou-se um grande sucesso em todo o mundo, atingindo a primeira posição dos rankings de aproximadamente 25 países e vendendo mais de seis milhões de cópias em todo o mundo. Deixo aqui a versão completa da música, que muitos não conhecem, consideravelmente mais longa que a versão editada para as rádios que consta no icônico videoclipe.

Thaís Gualberto

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